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Diário de Viagem – Bangkok

Foi lindo. Tudo o que eu sonhava por muito tempo finalmente se realizou. Ir pra Tailândia sempre esteve na minha listinha, e quando a oportunidade de ir pra lá finalmente surgiu eu não pude deixar passar.

Planejamos , pesquisamos, e fomos. Nosso vôo de ida fez conexão por 14 horas, o que teria sido terrível, mas como ele parou em Londres a gente não reclamou. Deu ainda pra conhecer mais uma cidade importante e eu fiquei muito feliz. Mas, o vôo foi muito longo. Parada de 14h em Londres +2h30 em Bahrain (um país que nunca tinha ouvido falar até passar por lá). Total de viagem saindo de Chicago: 38h.

Quando finalmente chegamos em Bangkok, levamos um choque imediato de temperatura.  Sabe quando a gente sai do ar condicionado e vai pra rua naquele calorão? Dá sempre um choque de temperatura, mas depois passa e a gente se acostuma. Não em Bangkok.

O clima de lá é extremamente quente e úmido e eu já tinha lido sobre isso em alguns sites americanos, mas ficava pensando comigo mesma “esses americanos não sabem o que é calor. Eu sou do Brasil, nem vou achar tão quente assim”. Bom, eu achei.

É um calor quase que insuportável. Isso porque chegamos à noite. Fiquei com medo do que seria de mim durante o dia.

Fomos pro hotel de taxi. Em Bangkok você tem que pagar pedágios mesmo estando em um taxi, o que eu achei bem estranho. Se pegar um taxi do aeroporto, eles cobram uma taxa extra também. E quando eu pesquisei sobre Bangkok antes de ir, eu li que eles gostam de cobrar um preço bem mais alto do que o normal para os turistas. Li também que muitos taxis não gostam de usar o taxímetro e preferem cobrar um preço fixo, em uma tentativa de arrancar mais dinheiro dos gringos. Tudo verdade. O taxista queria nos cobrar 500 bhat para levar a gente do aeroporto pro nosso hotel. Corremos pra outro taxi e insistimos no taxímetro. Acabamos pagando 250. Ou seja, eles queriam o dobro do preço normal. Isso foi um pouco chato, mas foi bom pra a gente ficar esperto. Taxi em Bangkok só com taxímetro.

No outro dia, fomos conhecer alguns pontos da cidade. O hotel não oferecia café da manhã, então saímos pra comer algo na rua. Tudo o que encontramos foi comida. Arroz, macarrão, essas coisas. Tailandeses não comem um café da manhã como nós ocidentais. Lá é comida mesmo.

Primeira parada: mercado público Or Tor Kor. Um lugar super bacana e muito limpinho. Muitas frutas exóticas, comidas diferentes, bobagenzinhas. Almoçamos por lá. Que delícia! uma comida super autêntica e super barata. 30 bhat (1 dólar!) por um Pad Thai vegetariano delicioso. Experimentei algumas frutas e sucos e fomos de taxi para o Grand Palace.

dragon fruit (esquerda) e mangostão (direita) são frutas muito populares na Tailândia

Rose Apple lembra muito o gosto da carambola

Rose Apple lembra muito o gosto da carambola

Rah Gam

Rah Gam

Tudo muito lindo por lá, tudo de ouro. É uma riqueza de detalhes impressionante. Foi lindo. Tiramos foto, filmamos… e fomos caminhando para o Reclinning Buddha. Mais fotos, vídeos, vários “uau” , “que lindo”, “olha isso”, e resolvemos fazer uma massagem por lá mesmo. 30 minutos de massagem nos pés (que estavam cansados de tanto andar e com acúmulo de inchaço depois de tantas horas de vôo). Foi bom demais. 30 minutos de massagem corporal e eu queria ficar por lá mesmo dormindo mais um pouco. Valeu muito a pena. Foi a melhor massagem que recebemos na Tailândia.

Depois da massagem, fomos para o Siam Center, lugar com vários shoppings gigantescos. Pra quem vem do Brasil talvez seja interessante. Como a gente mora nos Eua não achei muito grande coisa porque as lojas de lá eram as mesmas que eu encontro perto de casa. Os preços parecidos também.

Fomos jantar em um dos restaurantes famosos de Bangkok, o Sala Rattanakosin. Ambiente muito agradável e uma vista linda pro templo Wat Arun. Valeu a pena ir no horário do por do sol. Comida deliciosa. Apresentação dos pratos impecável. Tive uma pequena dificuldade com o meu prato porque era muito picante. Muito. Saiu até lagriminha. Mas o prato do Lincoln estava perfeito. Me arrependi de não ter perguntado sobre o nível de picância do prato antes de pedir, então foi culpa minha mesmo. O preço era salgado comparado com outros restaurantes de Bangkok, mas valeu a pena. De sobremesa, um mango sticky rice, que é super típico do país. Não dá pra visitar a Tailândia e não provar. Muito bom. Fomos pro Hotel dormir.

A diferença de fuso é de 12h pros Eua, então a gente teve muita dificuldade pra dormir. Mesmo cansadíssimos, acordamos as 3h da manhã nos primeiros 3 dias. Depois as coisas melhoraram. Quando finalmente nos acostumamos com o fuso, já era hora de ir embora.

No segundo dia, a gente tinha se planejado pra ir conhecer o floating market, mas desistimos porque os mercados flutuantes que valiam a pena ser visitados só abriam no final de semana. Preferimos ir pra Ancient City, um lugar lindíssimo à 1h de Bangkok.

Foi o passeio mais lindo. 12km de prédios com arquitetura Tailandesa, cheios de significado. Lá dentro do parque a gente alugou um carrinho de golfe e fomos bem tranquilos. Eles tem a opção do aluguel de bicicleta também, mas são 12 km então o carrinho pareceu mais conveniente. Vimos muita coisa linda.

 Depois, acabamos voltando pra Bangkok e fomos almoçar (já era quase 4pm) . No final da tarde fomos para a famosa rua Khao San Road, que pra falar a verdade, era mais famosa do que legal. Mais parece um camelô daqueles que a gente vê em qualquer lugar. Tinha muita gente e muita comida de rua também. Chegamos cansados no hotel e fomos dormir.

No outro dia, pegamos um vôo para Phuket logo de manhã, então o nosso passeio em Bangkok acabou por aí.

Gostei muito de conhecer essa cidade. É uma atmosfera diferente, um povo bem amigável e educado. O trânsito é bem caótico, mas por incrível que pareça, funciona. Muitas motos, carros que querem mudar de trajeto e simplesmente andam na contramão. Ninguém usa cinto de segurança, mas ninguém se acidenta também. Fiquei impressionada com o trânsito e também com a comida local. Confesso que precisei fazer um pouco de esforço pra comer a comida de rua porque os padrões sanitários não são lá aquelas coisas e a comida de rua não tem uma cara muito boa. Mas foi tudo muito gostoso e pra mim, o mais importante foi sentir que os alimentos eram frescos. É tudo muito fresco por lá e a comida foi uma delícia, mas com certeza é algo diferente e eu precisei sair da minha zona de conforto. Se você não consegue ficar sem o arroz e feijão de todo dia, então Bangkok não é pra você.

Me senti muito segura na Tailândia também, e acho que isso é porque o país é budista e acredita em reencarnação, então as pessoas se comportam direitinho.

Arquitetura lindíssima, povo simpático e comida boa. O que mais eu poderia pedir? Praia? Tá bom, vou contar pra vocês como foi segunda parte da viagem, nas lindíssimas praias de Phuket. Por enquanto, fique com os vídeos gravados em Bangkok.

Parte 1:

Parte 2:

 

 

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Comentários

5 Comments

  • Reply Jamile 13/07/2015 at 5:38 PM

    Gostei muito da nova cara do seu Blog!!
    E também da forma como você escreve, tao simples e bonito.
    Faz a gente entrar na história!
    Que legal!
    Sucesso!
    Bjs

    • Reply Francielle Nogueira 27/07/2015 at 2:06 AM

      obrigada!! q bom q vc gostou 🙂

  • Reply Carla Antoni | Um Doce Dia 22/07/2015 at 1:35 PM

    Estou planejando ir pra lá também e suas dicas estão ajudando muito na minha pesquisa, queria saber como vocês foram pra Ancient City, pegaram o trem?

    Beijos e obrigada 🙂

    • Reply Francielle Nogueira 27/07/2015 at 1:53 AM

      Oi Carla, que bom que as dicas estão ajudando. A gente foi de taxi pra la. Se eu não me engano pagamos 500 baht pelo trajeto de ida e volta. O taxista ficou nos esperando no parque a manhã toda, tadinho. 😉

  • Reply Roberta 28/07/2015 at 1:01 AM

    Simplesmente amei esse post , senti o mesmo , depois que li queria te ligar para conversar, rsrsrs. Sabe aquele sentimento de “preciso compartilhar o que senti com alguém que viveu e sentiu o mesmo que eu! ” Maravilhoso viver Bangkok e sair da zona de conforto bjsss

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